can’t stop

“If you’re going to try, go all the way. Otherwise don’t even start. This could mean losing girlfriends, wives, relatives, jobs. And maybe your mind. It could mean not eating for three or four days. It could mean freezing on a park bench. It could mean jail. It could mean derision. It could mean mockery, isolation. Isolation is the gift. All the others are a test of your endurance. Of how much you really want to do it. And you’ll do it, despite rejection in the worst odds. And it will be better than anything else you can imagine. If you’re going to try, go all the way. There is no other feeling like that. You will be alone with the gods. And the nights will flame with fire. You will ride life straight to perfect laughter. It’s the only good fight there is . . .”  Bukowski, in Factotum

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Entendendo o meu espaço

Tenho dedicado todos os dias desse ano para atender aos meus anseios de conhecimento em Design, e a cada semana eu exploro um pouquinho mais sobre assuntos transversais.. Alguns, com merecidas pausas e espaços de vazio a serem absorvidos e reaproveitados. Todos com essa explosão sem foco algum. Mas para isso que servem os blogs, não?

Definitivamente eu não tenho intenção deste blog servir, se não, para mim mesma. Eu não trabalho com modelos, então não sei como tratar esses posts com imparcialidade – são meus pensamentos. E por mais que eu esteja tentando, eu não sou escritora e nunca fui boa de expor minhas idéias. Por isso, nos próximos posts vou começar uma sessão experimental de inspirações que valem a pena ser compartilhadas. Acho que só de praticar a comunicação, comentar o posicionamento dos palestrantes, mas antes, a imersão no conteúdo de trabalhos interessantes, já valem à pena como um exercício semanal a ser compartilhados.

Até para me atualizar, de fato. Entender novas informações que poderão servir para uma análise comparativa futura, tendo como retorno apenas a participação na criação da história. (apenas..) Sendo o grande interessante perceber o âmbito meramente reflexivo, e a necessidade de expor também. Até como forma de estudar e fixar melhor, o que no final das contas, vai ser um grande guia referencial pessoal.

Mesmo assim eu estou buscando entender como é o universo do blog e os contextos direcionados. O blogger Antonio Cangiano colocou 10 motivos para começar a ser um profissional blogueiro, e suas análises serviram de inspiração à outros posts como o de Zemanta, e este, inclusive. Entre outras razões de porque ter um blog, segundo eles, são:

1. Melhorar suas habilidades de contar histórias e de comunicação em um assunto;

2. Compartilhar é mostrar sua importância com o tema abordado;

3.  Posicinar-se como um profissional de opinião; 

4. Avançar em sua carreira, conectando-se ao seu network;

5. Contruir seu repositório de informação diária;

Aliás, tem muita informação boa guardada no meu sketchbook. E o motivo desse post, é que as suas 100 folhas chegaram ao fim contendo em sua maioria textos. Tem oportunidade melhor?

Tudo bem que mais 76126540 pessoas podem estar postando. Essa ainda é a minha melhor tática de perceber com maior clareza à que mundo todos nós estamos fazendo parte.

A interação com a audiência

A MAIORIA DAS PESSOAS NÃO PLANEJA FRACASSAR.
Fracassam por não planejar.

Antagonismos em progressão:

Minhas projeções do futuro são baseadas em pessoas. Meus sonhos podem não ser grandes, mas me assustam: dependem de um trabalho colaborativo entre muitas pessoas para que consigam ser realizados; E antes disso, talvez esteja um desafio maior de gerar uma integração eficiente entre estes atores de projeto, e a começar por minhas próprias pernas, conquistar o meu perfil de autora. E bem, eu não posso ter certeza dessas projeções. Claro, sua própria natureza sugere sua imaterialidade. Mas estou partindo da suposição de que projeções são baseadas em indicações, assim como tendências comportamentais são lidas por hábitos de consumo e exposição.  Por isso, seria interessante clarificar aos poucos aquilo que se quer fazer acontecer.

A minha dedicação por Design é uma qualidade de valor intrínseco. Sendo possível visualizar uma associação entre o que se busca profissionalmente e o que é vivido no dia-a-dia. A projeção profissional futura, já seria o maior de todos os projetos de Design que se poderia fazer. Onde cada escolha tida, estaria sendo elemento integrante de uma etapa metodológica tomada por esse grande conjunto-projeto de vida. Definitivamente, nós nascemos para trabalhar. Mas como lidamos com isso faz parte de uma escolha em que predomina uma sutil diferença entre a predestinação e a projeção do futuro.

-Aleluia, irmão! A salvação de todos nós está na projeção de nossos projetos futuros. Por que acabaram com os sonhos e realidades? Acredito que quanto mais gente se envolve, mais complexa pode se tornar uma atividade. Mas ao mesmo tempo, do que adianta restringir-se à esse envolvimento? Sonhos não precisam ser imprevistos, a realidade não é oculta e os riscos são bem vindos, sim!

Por definição, problemas projetuais se caracterizam pelas incertezas. E nesse sentido, ‘o processo projetual envolve a estruturação de um problema com base em conhecimentos incompletos’ para formular soluções. E pela própria essência do projeto, devemos impor algo novo dentro de uma abordagem criativa para  marcar o próprio tempo em um novo modelo de pensar ou agir, criativo para aquela época. Dessa forma, naturalmente são sugeridos requisitos cada vez mais abertos que seguem uma determinada lógica sistematizada, mas que para isso, deve ser percebida dentro daquela geração.

Entre o duvidoso e o incerto, é preferível fazer do momento presente a melhor sugestão do que se quer para o futuro. Posso contemplar a mistura de sentimentos em uma grande explosão de atos (sensível e intuitivo ou social e racional). Às vezes isso pode trazer o foco, mas na maioria das vezes essa dispersão me impede de construir conteúdo direcionado, em um curto espaço de tempo. O meu tempo de produção exige muita interpretação do pensamento. Eu necessariamente necessito de um momento além da pesquisa, mas de absorção e assimilação para que haja o aproveitamento satisfatório de cada etapa. E “ter o conhecimento de cada etapa, diminui 50% do problema” (Metodología de Morales). “Fazer um trabalho bem feito equivale a contemplar minuciosamente cada etapa de atividades.”(LINDEN). Caso alguma delas seja retardada ou acelerada, existirão consequências, que por ventura podem ser boas, mas que acabam por aniquilar o vão de respiro intencionado nas estratégias de realização.

A crise existencial de cada ciclo da vida é tão necessária quanto a própria duração dessa vivência. É um momento de constante debate e reposicionamento da sua estratégia futura frente às suas realizações passadas.  Parar e repensar o que se almeja e quais os métodos de se trabalhar isso, carregando as suas experiências e percepções com você. Assim, a ‘crise profissional’ ganha novas denominações. A cada ciclo se torna mais importante a experiência prática para se ter a nova tomada de decisão. Nesse sentido, no contexto do design, o projeto engloba o conhecimento formal e tácito que só pode ser adquirido na prática sem ordem estabelecida.

Criam-se diferentes conceitos: a projeção do projeto e a programação dessa projeção. A crise do Design manifesta-se na crescente divergência entre os dois termos. “Qual abordagem eu quero sugerir ao mercado de consumo? Qual a minha causa a ser seguida como própria identidade criativa?”. Frente às diversas contradições que surgem sucessivamente na sociedade, aos poucos estaríamos substituindo o pensamento dialógico do projeto (o diálogo entre passado e futuro) pelas soluções dialéticas da programação (a busca pela síntese)”. E com isso, muitas vezes, é sugerido algo novo que desfaz totalmente das relações estabelecidas na história da sociedade até então.

se a história, como esquema da vida projetada, é a estrutura fundamental da cultura ocidental, a crise do design é pelo menso o sintoma de uma crise geral dessa cultura. Ou então, o eixo de toda a cultura ocidental, estruturalmente dualista, é a distinção e, ao mesmo tempo, o paralelismo, o equilíbrio simétrico entre objeto e sujeito. Não é possível pensar separadamente o objeto do sujeito: o sujeito é sujeito porque coloca a realidade como outra e distinta de si; o objeto é objeto apenas porque é assumido e pensado pelo sujeito. Nesse sentido, podemos dizer que a realidade ou um fragmento da realidade tornam-se objeto na medida em que pensada por um sujeito, adquire a singularidade do sujeito. Da mesma forma, o homem é sujeito porque compreende e faz sua a realidade ou fragmento.  Explica-se asim, o design como processo de existência finalística não apenas da sociedade, mas de toda a realidade; é o design que promove uma coisa ao grau de objeto e coloca o objeto como perfectível, ou seja, participante do finalismo da existência humana. A presente crise, portanto, é uma crise global; o mundo moderno tende a deixar de ser um mundo de objetos e sujeitos, de coisas pensadas e pessoas pensantes. O mundo de amanhã poderia não ser mais um mundo de projetistas, mas um mundo de programados. aput BECCARI, ARGAN, G. C. História da artes como história São Paulo: Martins Fontes, 2005.

No ponto de vista de projeto de produto, a ideia de personalização é cada vez mais sutil para o entendimento dos consumidores. A valorização de que uma pequena alteração no produto para o que ainda seria a máxima padronização do objeto, acaba por estimular novos consumidores que se sentem diferenciados no contingente de seus universos individualistas. O que acontece, portanto, é que queremos mostrar aquilo que percebemos como atraente, e que de certa forma, é intencionalmente formulado para ser visto como tal – socialmente construído. Dessa forma então, o grande questionamento no Design se dá pelo o que é experimentado para construir a percepção em si e o que é percebido a partir “do mundo”.

E este caso ainda está em andamento, visto que os trabalhos da faculdade ainda me impulsionam a buscar habilidades específicas e individuais. Por hora, apenas espero que haja um envolvimento de outros estudantes no âmbito do Design, para que todos nos encontremos no momento certo de amadurecimento projetual, em breve. Mas como disse Argan, quanto a crise do Design, a percepção antecede, cria e recria – “o objeto percebido e sua alteração do sujeito é irreversível”. Então toda mudança passa a ser positiva em sua progressão. E temos a possibilidade de ampliá-lo, criando novas respostas possíveis para controlar o próprio futuro, ao invés de simplesmente solucioná-las, sendo empregados de um ciclo sem fim.

Algumas fontes:

BECCARI, Marcos. Filosofia do design parte XXIX – o destino de Argan. Design Simples, 25/02/2012. Disponível em <http://www.designsimples.com.br/filosofia-do-design-parte-xxix-%e2%80%93-o-destino-de-argan/#ixzz29zuq1N9d> Acessado em 18/10/2012.

LINDEN, Júlio Carlos de Souza Van der Linden e André Predroso de Lacerda. Metodologia projetual em tempos de complexidade.

SPARX, terapia digital

Jogos podem ser uma forte arma de influência à violência no indivíduo, principalmente imaturo, mas ao mesmo tempo, mesmo que uma criança não consiga dividir a realidade com a ficção, ela consegue aprender a dominar a sua própria mente. O Zelda foi a defesa desse ponto de vista, como sendo um jogo de inteligência.

Nesse caso e em tantos outros, você usa a mente como defesa e não como martírio, até que você realmente consiga alcançar o desafio proposto. O pensamento é a arma mais poderosa que existe.

vide o texto, “reality check”,..

Resumindo, se nós aprendermos a dominar os nossos sentimentos, intrínsecos, e de sobrevivência, saberemos colocar essas armas, que vem de dentro, para fora. E não necessariamente essa, será de forma análoga à situação de simulação proposta.

Ao contrário do que colocamos então, o jogo é uma atividade quase que necessária para treinar a mente em uma realidade cheia de ruídos. Cada vez mais tem gente que comete suicídio, ou assassinato, por não saber administrar o que pensa.

Since the rise of the mobile phones, the internet and especially social media, the way people communicate has changed dramatically. For young people who have communicated within this digitally connected society their entire lives, talking about your feelings with a therapist might not be the most comfortable environment. Young people are a lot more at ease talking about their feelings by texting via mobile phone, chatting online or even by playing an online self-help game like SPARX.

Another example is the Dutch initiative PratenOnline.nl, ‘aimed at 12 to 22 year olds, which offers information, self-testing and the possibility to (anonymously) chat with a professional about their depression. <https://pratenonline.nl/jongeren>

For an interesting perspective on how young people can be helped by texting, watch this TED talk by Nancy Lublin

something that is so familiar and confortable to them, pricess text hotline – powerfull fast pricacy texting quietly, real time. helping million of teens and creates a data. principalmente para prever que aconteca novamente. foi feito um mapeamento que possa prever o futuro. cause there’s no senses of this but imagine real time data, when is achieved the immediate impact registration.

PONTOS DE DESCORDANCIA: O USO DA FERRAMENTA PODENDO ESTIMULAR O NAO USO DA FALA?? Texting is a tool, but never should we forget, too much of it will kill our humanity – what about emotions? what about tone? or body language. We should not forget that language is not the only form of communication, and that it consists of a very small portion of our daily lives.

Sure the idea is great and I support it, but we also shouldn’t forget that this form of communication has been the source of much controversy in our society now.

BUT HERE IS THE THING:  they are sending messages to 200,000 kids a week! And the kids are not calling the number – they are replying by text. That is the preferred communicaton channel for the kids themselves. When dealing with sensitive issues, calling when the kids are around friends or parents or teachers isn’t going to work – they will hang up rather than let somebody hear one side of the conversation. But they will read and send texts almost anywhere, anytime.

EVENTHUGH

some “kids” can text and make up stories just for fun.. How would they tell the difference whether they require attention otherwise they will just waste their time. You hear that police get jokey phone calls and stuff like that.. Just sain

Regardless of whether texting is already being utilized by social services such as Suicide Prevention and Child Help Lines or not, this is a powerful presentation which can serve to bring the importance of the issue to a main stream audience where perhaps it may get the attention that it deserves. Many people suffer in silence because they have lost their voice to speak up and get the help that they desperately need. If those people are able to reach out via text and express themselves, I think it is wonderful to make that option available to them as a starting point to get help. I do not believe that text provides an adequate platform for providing actual help beyond the initial contact, however if it opens the door for communication between teens and those who can help them, I’m all for it.

AND SO AS GAMES

fromDoSomething.org:

What is SPARX?

SPARX is a self-help computer programme for young people with symptoms of depression. The programme has been developed by a team of specialists in treating adolescent depression from the University of Auckand. The project was led by Associate Professor Sally Merry. Metia Interactivedesigned the software. Funding for the development and evaluation of SPARX was provided by the Ministry of Health.

SPARX is a 3D fantasy game aiming at young people diagnosed with depression. The self-help computer program is developed by specialists in adolescent depression from the University of Auckland and teaches young people skills to manage symptoms of their disease. Nearly half of the 94 participants recovered entirely from depression by playing SPARX.

In order to actively engage young people, SPARX uses a 3D fantasy game environment and a custom-made soundtrack. The programme teaches skills to manage symptoms of depression, in a self-directed learning format.

Young people learn cognitive behavioural therapy techniques for dealing with symptoms of depression (e.g. dealing with negative thoughts, problem-solving, activity scheduling, and relaxation). It can be used with minimal oversight.

Users are able to customise their avatar and journey to the seven Provinces, each with a unique set of challenges and puzzles.

Our project is based on a successful pilot study carried out by Dr Karolina Stasiak, as part of her PhD.

O desenho e as interpretações

A produção é como um bolo saído do forno, que só pelo cheiro dá mais vontade de comer e se deliciar a cada mordida.

A produção é uma sinestesia contínua, que nos movimenta. E antes de tudo, essa continuidade motivacional é uma resposta do que se é visto entre as sinapses mentais e as manuais. Então, recortando o design, vale colocar a necessidade de expor suas ideias mentais no papel de forma clara. E uma das formas de representar isso é pelo desenho. E não adianta me dizer que “eu não sei desenhar”, porque para mim isso não é mais que um bloqueio individual. E um daqueles bloqueios que a gente nem percebe que pode gerar em alguém.

Por que a criança não pode colorir fora da margem? Porque a boca é vermelha e o céu é azul? Agora a aurora boreal não pode fazer parte do inconsciente coletivo infantil? A gente não percebe, mas o simples fato de fazer parte do universo referencial infantil – sendo familiar, amiguinho ou professor –  acaba sugerindo uma palavra de ordem, responsável pelo desvio crítico individual da criança em formação. Do ponto de vista filosófico, este talvez seria um post questionando à “perfeição formacional”.

Talvez, a questão é que pela quantidade de regras que o aluno, desenhador, se impõe – além da percepção do ensino superior como uma continuação direta do ensino médio, cheio de regras voltadas para o vestibular- a valorização da liberdade de escolha acaba ficando em segundo plano, logo na faculdade. O desenho livre deveria ser repassado desde cedo na educação do indivíduo e não  apenas para cursar Belas Artes.

E quem sabe, muitos mitos e regras de trabalho manual seriam desmistificados e  compreendidos cada um, pelo seu porquê de serem dadas tais limitações. Por exemplo,..  Não deveria ser estranho ouvir que só se pode desenhar de um lado da folha – claro que pode desenhar dos dois, mas o valor do desenho vai ser dado em apenas um lado, sugerindo uma escolha; Não deveria ser estranho ouvir que lápis se aponta com estilete – afinal, quando falamos de desenho manual, principalmente livre, consideramos a área de contato do grafite com o papel; Não deveria ser estranho ouvir que não se usa borracha – levando em conta que toda a linha de construção é válida para referenciar o desenho, e que ele não deve ser corrigido a cada traço. Principalmente se ele faz parte de uma construção mental, que em sua essência, exige a libertação da expressão do traço; Não deveria ser estranho ouvir que é preferível ocupar grandes espaços em uma folha – principalmente se tratando de uma aula direcionada a uma média de alunos com certa efusividade mental, na qual é necessária a externalização da ideia, clara e facilmente visualizada; Não deveria ser estranho ouvir que a técnica de representação parte da escolha do aluno. Ora, se a representação é tida para o entendimento do outro, não sendo arte e sim projeto, a decisão parte do senso crítico do aluno quanto às suas habilidades e experiências com as técnicas de representação – seja em aquarela, marker, lápis de cor, pastel, digital, ou associação de todas.; Entre muitas outras perguntas frequentes nas salas de aula do ensino superior de desenho, a cada exercício,..

Qual o limiar das exigências? Até que ponto existe uma despretensão do aluno ou de fato o seu desleixo com o que não é obrigatório? Mais e mais questionamentos,.. (espero que não por muito mais tempo) me fizeram questionar a necessidade de criar regras para serem atendidas ou quebradas, ou que seja além isso, mas nem isso vinga muitas vezes. O estímulo de fazer as coisas parte quase que individualmente, com um pequeno empurrão das instituições de ensino. E dentre todas as fragmentações que podem existir no ensino do Design, a aula prática e de desenho são, na minha opinião, as que exigem maior dedicação do aluno, por parte do esforço manual e mental. O representar e o se fazer entender. É muito utópico imaginar que um projeto conceitual pode ser representado por imagens?

SOBRE DESENHO E EXPRESSÃO

“Entende-se que a criação não se limita ao plano. A ‘crise do papel em branco’, comum à prática projetual, vem da dificuldade em criar mediante a falta de concentração ou insegurança em defender sua ideia, medo, vergonha do traço e da própria concepção, inibição diante do colega – alvo de comparações… A metodologia vem contribuir nesse ponto para manifestar uma linha de pensamento/raciocínio.” (FREITAS MARTINS)

Em uma conversa informal com uma professora, recém-conhecida, alguns devaneios do seu discurso ficaram bem marcados em minha mente. Pois bem. Dizia ela que, por experiência própria, a relação do aluno com os exercícios da disciplina de desenho deveria ser aplicada com contantes modificações frente às mudanças comportamentais. E caso essas mudanças não fossem direcionadas para a percepção do aluno, seria impossível esperar uma postura diferenciada (e de valor) quanto às outras matérias. Até pode-se pensar: “mas logo a aula de desenho, que é tão,..” – Tão o que?

Nos meus últimos quase dois anos nessa academia vigente, já ouvi que a aula de desenho é “chata, enrolação, dá preguiça, não serve pra nada, não se aprende nada, só serve pra dormir”. Opiniões subjetivas, claro, mas que batem de frente com todo o discurso tido da minha participação em aulas de desenho na academia anterior. Mesmo que seja inútil uma comparação entre uma disciplina basicamente composta por alunos eletivos, mas com um envolvimento obrigatório anterior que sugeriu a continuidade das mesmas atividades. Logicamente, o posicionamento do ensino de cada universidade é pautado por um direcionamento específico – podendo ser uma faculdade de processo ou de portfolio, mas porque tanta discrepância em uma das poucas aulas que se traduzem com a mesma proposta?

Voltando para a conversa com a professora,.. É como se os questionamentos em torno do ensino talvez estivesse mais pautada na adaptação temporal do exercício do que na efetividade do exercício em si – claro, não cabe mais fazer 15 exemplares de uma garrafa de vidro, por exemplo, até que esse desenho fique perfeito. Mas antes disso, quando que essa foi a ‘forma ideal’ de trabalhar com o desenho? Esta metodologia não propõe nenhuma identificação do estudante para com o objeto. No entanto, no que tange a utilização de uma metodologia atualizada no exercício de desenho, acredito que muito menor possa ser a identificação entre um indivíduo e um objeto pessoal, pelo simples fato dele estar contido no conjunto de seus pertences. (atualização exemplificada como argumento durante a conversa).

Inegavelmente “os procedimentos metodológicos são uma forma de assegurar ao pesquisador, professor ou projetista, maior eficácia na sua inserção e no seu desempenho como um dos agentes das transformações da sociedade.” Mas sendo a atividade do desenho de observação, principalmente, um exercício de observação cuidadosa exigida por qualquer natureza, sendo uma proposta de desenho natureza morta, objetos estáticos ou modelo vivo. A aproximação formal com o que está sendo proposto vai ser dado pelas dinâmicas interacionais propostas a partir desse olhar.

“A dinâmica da ação em suas fases de percepção, reflexão, opção e intervenção, necessárias a desenvolvimento dos projetos, sendo para tanto, sempre mediada pelo exercício da análise, da criação e da crítica.” (FREITAS MARTINS)

E apesar do discurso, segundo Katinsky e Munari, ambos professores da Universidade de São Paulo, ter sido direcionado para a atuação da Arquitetura e do Urbanismo, eles são de fato aplicáveis como instrumentos da prática de Projeto em diferentes ciências e disciplinas.

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lanchinho da TAM

Image

“Se você acha que não pode melhorar o mundo com o seu trabalho, pelo menos não o piore […]” (HERTZBERG, 1996, p. 174)

Apenas um simples comentário,.. Se eu fiquei mais que dez minutos ‘usando’ essas quatro embalagens, foi muito tempo. Principalmente se tratando de uma viagem de um pouco mais que uma hora e da ‘eficiênca’ do serviço dos comissários de bordo da TAM. Mas a questão está nas entrelinhas.

queimado à tardinha

A mulher sempre sendo subjugada intelectualmente e criativamente,.. mas contra fatos não há argumentos!

Hoje, da janela do quarto, só dava para escutar umas vozes suaves, bem finas, vindo do pilotis do meu prédio:

“menino: vamos ver quem é melhor no futebol?
menina: só vou ver quem é melhor no vôlei!
menino: então vamos jogar queimado.
menina: não vale chute!

menino: mas eu posso, porque você não consegue fazer.
menina: perdeu um ponto!”

Diferenciação

Couturies, 1901-1959

A cultura da diferenciação

“- Ah! Então eu vejo que agora nos vestimos com Schiaparelli! E amanhã, o que será?”
“-Cidric! Como é que você sabe?”
“-Querida, a gente sempre sabe. As coisas têm assiatura, se você olhar bem – e meu olhar parece estar treinado para uma veriedade maior de objetos que o seu. Schiaparelli, Reboux, Fabergé, Viollet-le-Duc.. Eu sei de imediato, literalmente de imediato.”
Nancy Mitford, Love in a Cold Climate, 1949.

O imaginário e o espetáculo. O atendimento e a experimentação. Expressão e identidade para o entendimento do design como um todo. O (in)útil questionamento: os princípios evolutivos da moda atenderam à si mesmo ou aos pedidos dos clientes? interessados em chocar com a diversificação? Sabemos que, comercial ou conceitualmente, são criadas identificações com acontecimentos e grupos sociais, ou indo de encontro a estes. O caminho da criação transita entre a conformidade à contramão das regras tradicionais, de acordo com o entendimento da complexidade comportamental.

O interessante da história do design para mim, é perceber a moda como um dos pilares da diferenciação no design. Por mais efêmera que possa parecer, tão efêmero são nossos posicionamentos com o que é confotável e ideal – a duração do bom gosto. O que está estipulado como moda, cada qual ao seu método, inegavelmente, define a maneira como nos relacionamos com os objetos e perpetuam um status quo dos técnicos de desejo a partir de um comportamento premeditado nas tendências de consumo.

A perspectiva futura do que estará sendo valorizado entre as ações humanas são antagonismos em progressão.

“se a moda é a roupa, ela não é indispensável. E se a moda é uma maneira de perceber nosso cotidiano, então ela é muito mais importante”.(YAMAMOTO apud BAUDOT, 2000a, p.12).

Mc Queen, em 1999, baseado na artista Rebecca Horn, colocou dois robôs que pintavam o vestido usado pela modelo Shalom Harlow. O momento de criação foi colocado por Harlow como uma relação agressiva de curiosidade comutada.

My machines are not washing machines or cars.
They have a human quality and they must change.
They get nervous and must stop sometimes.
If a machine stops, it doesn’t mean it’s broken. It’s just tired.
The tragic or melancholic aspect of machines is very important to me.
I don’t want them to run forever. It’s part of their life that they must stop and faint.
Rebecca Horn, “The Bastille Interviews II, Paris 1993”

Major Lazer – Get Free

“Tudo o que atualmente se pretende marginal, irracional, revoltado, anti-arte, anti-design, etc., desde o pop ao psicadélico e à arte na rua, tudo isso obedece, quer queira quer não, à mesma economia do signo. Tudo isso é design. Nada escapa ao design: eis a sua fatalidade.” — Jean Baudrillard, ”Para uma crítica da Economia: Política do signo”. Rio de Janeiro: Elfos, 1995, p.206.