Diferenciação

Couturies, 1901-1959

A cultura da diferenciação

“- Ah! Então eu vejo que agora nos vestimos com Schiaparelli! E amanhã, o que será?”
“-Cidric! Como é que você sabe?”
“-Querida, a gente sempre sabe. As coisas têm assiatura, se você olhar bem – e meu olhar parece estar treinado para uma veriedade maior de objetos que o seu. Schiaparelli, Reboux, Fabergé, Viollet-le-Duc.. Eu sei de imediato, literalmente de imediato.”
Nancy Mitford, Love in a Cold Climate, 1949.

O imaginário e o espetáculo. O atendimento e a experimentação. Expressão e identidade para o entendimento do design como um todo. O (in)útil questionamento: os princípios evolutivos da moda atenderam à si mesmo ou aos pedidos dos clientes? interessados em chocar com a diversificação? Sabemos que, comercial ou conceitualmente, são criadas identificações com acontecimentos e grupos sociais, ou indo de encontro a estes. O caminho da criação transita entre a conformidade à contramão das regras tradicionais, de acordo com o entendimento da complexidade comportamental.

O interessante da história do design para mim, é perceber a moda como um dos pilares da diferenciação no design. Por mais efêmera que possa parecer, tão efêmero são nossos posicionamentos com o que é confotável e ideal – a duração do bom gosto. O que está estipulado como moda, cada qual ao seu método, inegavelmente, define a maneira como nos relacionamos com os objetos e perpetuam um status quo dos técnicos de desejo a partir de um comportamento premeditado nas tendências de consumo.

A perspectiva futura do que estará sendo valorizado entre as ações humanas são antagonismos em progressão.

“se a moda é a roupa, ela não é indispensável. E se a moda é uma maneira de perceber nosso cotidiano, então ela é muito mais importante”.(YAMAMOTO apud BAUDOT, 2000a, p.12).

Mc Queen, em 1999, baseado na artista Rebecca Horn, colocou dois robôs que pintavam o vestido usado pela modelo Shalom Harlow. O momento de criação foi colocado por Harlow como uma relação agressiva de curiosidade comutada.

My machines are not washing machines or cars.
They have a human quality and they must change.
They get nervous and must stop sometimes.
If a machine stops, it doesn’t mean it’s broken. It’s just tired.
The tragic or melancholic aspect of machines is very important to me.
I don’t want them to run forever. It’s part of their life that they must stop and faint.
Rebecca Horn, “The Bastille Interviews II, Paris 1993”

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