Ponto Cego

Me satisfaco em abrir e fechar paginas de perfis das pessoas mais queridas como forma de atualizar silenciosamente lembrancas fisicas vividas ou nao. Uma certa acao inconsciente para elucidar minha memoria e colocar a tona todo o sentimento que deve acalentar o medo da distancia. E quem sabe assim, transforma-lo em uma “felicidade alheia”, ou altruista melhor dizendo. Me mantenho afastada das mesmas, porem, por covardia de ser quem sou. Pois a proximidade so renovariam sentimentos que nao me pertencem mais. Ao passo que, para se renovarem, devem ser trocados presencialmente, para que nao se corra o risco que a alegria do (re)encontro nao seja compartilhada. Mesmo que, ironicamente, cada 8 minutos em uma fotografia ja se transforme naturalmente em um reencontro infinito em mim. Um masoquismo interno diario,… mas quem se importa, nem deveria:  é uma obscuração do campo visual coletivo. Cada qual ao seu modo.

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